
Actualmente é manifesta a importância das novas tecnologias no nosso quotidiano, sendo que esta é cada vez mais utilizada para simplificar tarefas que anteriormente requeriam um maior uso de recursos e tempo. Contudo, face à realidade socio-económica vigente em vários países, entre os quais o nosso, este processo não deixa de se apresentar como sendo ambíguo, na medida em que os cidadãos com conhecimentos e possibilidades de acesso às novas tecnologias, nomeadamente a Internet, vêem a sua vida simplificada, por outro lado, os que são denominados de “info-excluídos” não se mostram aptos a utilizar estas tecnologias.
Assim, o ponto inicial será o de providenciar ao cidadão as ferramentas e conhecimentos técnicos de forma a tornar simples e eficientes as operações tecnológicas. Terá que ser feita, por assim dizer, uma implementação plena da chamada Sociedade da Informação.
Recentemente, o Governo português apresentou o programa “Simplex”, o qual pretende simplificar a vida dos cidadãos, poupando recursos monetários, quer ao nível do próprio Estado quer ao nível dos próprios cidadãos. Para além disso, pretende-se também implementar a partilha de informação entre instituições estatais. No âmbito destas iniciativas, pretendem-se adoptar medidas que abrangem toda a máquina estatal, desde o sistema educativo até às Finanças. Em termos práticos torna-se agora mais simples matricular um filho na escola, criar uma empresa ou marcar uma consulta médica, bem como tratar de assuntos de natureza fiscal. Todos estes procedimentos assentam na utilização de Internet face à tradicional deslocação às repartições públicas. Este processo antevê, ao mesmo tempo, uma outra transformação: o menor uso do suporte papel para os mais variados documentos utilizados no Estado. A título de exemplo, passará a ser disponibilizada de forma gratuita a versão digital do Diário da República, reduzindo substancialmente a sua emissão em papel (este processo traduz-se numa poupança de 3 milhões de euros para o Estado!).
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