Ambição, Humildade e Ética
30 de Maio de 2006
Numa recente análise efectuada aos RH da empresa chegamos à conclusão que nas diversas Divisões existe falta de ambição. Esta situação é ainda mais grave quando estamos perante chefias. Digo isto sem qualquer tom depreciativo, até porque em última instância cabe à gestão de topo estimular a ambição de cada um, em particular a profissional.
Desde logo fui “assaltado” por uma pergunta: Será a falta de ambição uma característica dos portugueses? Fui investigar eis as minhas conclusões.
Ambição tem a mesma raiz da palavra ambiente não por acaso. As duas vêm de ‘ambire’, que significa ‘mover-se livremente’. Traduzido literalmente e, principalmente, se usada correctamente, a palavra ambição significa criar o seu próprio caminho na vida. É simplesmente saber o que quer para sua vida, e tentar chegar lá. São os nossos objectivos, os nossos sonhos. As pessoas costumam ter como ambição ganhar muito dinheiro, casar com uma rapariga ou rapaz bonito ou viajar pelo mundo fora. A mais pobre das ambições é querer ganhar muito dinheiro, porque dinheiro por si só não é objectivo: é um meio para alcançar sua verdadeira ambição, como viajar pelo mundo. No fim da viagem estaremos na estaca zero, quanto ao dinheiro!
Já a ética, são os limites que nos impomos na busca da nossa ambição. É tudo o que queremos, na luta para conseguirmos realizar os nossos objectivos. Como não roubar, mentir ou pisar nos outros para atingir sua ambição.
Dessa forma, cria-se um paradoxo: Eu devo estudar muito para ser alguém, mas não devo admitir que tenho ambições para não parecer egoísta. No entanto, se alguém abre o seu próprio negócio, é porque deseja que este prospere. Se faz um doutorado, é porque pretende melhorar de vida, melhorar e obter recursos não representa apenas conseguir bens materiais ou dinheiro, mas é uma parte importante do processo.
Como é possível estudar em boas escolas, participar de cursos, ter um plano de saúde e uma alimentação de qualidade sem ter um salário razoável? É preciso olhar para alguns clichés antigos que dizem que o dinheiro e a busca de reconhecimento são os grandes problemas da sociedade. Se o sucesso e o dinheiro forem consequência de um trabalho bem-feito, não há motivo para se envergonhar. É muito importante não realizar leituras simplistas que ditam estereótipos, como o de que ter ambição ou sucesso é feio. Isso é hipocrisia, pois todo profissional deseja ser reconhecido de alguma forma.
É fundamental não criar “anti-riquezas”, não bloquear a ascensão, seja ela moral, emocional, espiritual ou material. No entanto, é obrigação de quem pretende trabalhar, melhorar de vida ou até mesmo ser rico, aumentar o nível de vida no mundo e das pessoas que o rodeiam. Se um profissional ganha dinheiro, pode propiciar condições de vida melhores para todos; se é dono de uma empresa, pode melhorar o ambiente de trabalho oferecendo boas instalações, cursos, creches e boa alimentação. Se for voluntário, pode ensinar o que aprendeu, dividir o seu conhecimento com aqueles que não tiveram as mesmas oportunidades, e assim por diante.
A Humildade importante não é aquela de não falar de si próprio – é ter a coragem de ouvir críticas, aprender com erros, aceitar outros pontos de vista. Até porque muitas vezes a humildade pública é completamente falsa, quantas pessoas que incorporam uma personagem em público, no palco ou TV, e são completamente insuportáveis na vida pessoal.
Já as pessoas ambiciosas são as que fazem o mundo girar. São as que apresentam projectos, abrem empresas, sonham e colocam em acção. Enfim, assumem riscos. Preferem a tristeza da derrota do que a vergonha de não ter lutado. Embora nem todos os ambiciosos consigam o que querem, muitos deles (e delas) conseguem bem mais do que conseguiriam se ficassem acomodados. E talvez assim cheguemos ao final da charada: talvez a ambição tenha se tornado negativa, na visão de algumas pessoas, simplesmente por inveja. Acomodadas e preguiçosas, preferem denegrir o trabalho dos outros do que tirar o “traseiro” da cadeira.
Vamos cultivar ambição da EAD!
Espero ter contribuído para o debate do tema, já era uma vitória!
Acredito piamente que não há nada de errado em ser ambicioso na vida. Eu sou e tu?
O norte-americano Jack Welch, ex-presidente da General Electric e um dos gestores mais admirados do mundo, afirmou na sexta-feira passada que «Portugal é visto no estrangeiro como um país em contínua degradação e declínio ao longo dos últimos anos».



O 25 de Abril de 1974, é uma das datas mais marcantes da História recente do nosso País. Para além de todas as movimentações militares que marcaram este dia e das modificações políticas, económicas e sociais que se seguiram, o 25 de Abril de 1974, também teve uma grande interferência na alterações Culturais do nosso país nos últimos 30 anos, alterações essas, marcadas pelos movimentos sociais e manifestações culturais revolucionárias e pós-revolucionárias .