EAD escolheu a Polnia para abrir frente internacional na gesto de arquivos
05 de Setembro de 2017
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EAD escolheu a Polónia para abrir frente internacional na gestão de arquivos

 

A EAD prevê um crescimento do volume de negócios na ordem dos 6% durante o presente exercício.

A EAD – Empresa de Arquivos de Documentação está em fase de crescimento interno e pretende expandir a sua atividade nos mercados externos.

Em entrevista exclusiva ao Jornal Económico, Paulo Veiga, CEO da EAD, assume que, perante os bons desempenhos conseguidos nos últimos anos no mercado nacional, “temos mesmo que passar a fronteira”, revelando “que estamos muito perto de tomar posição numa empresa polaca, mercado que elegemos para a nossa internacionalização”.

Em 2016, a EAD faturou 4,7 milhões de euros, mais 5% que no ano precedente. Para 2017, a administração da EAD prevê superar os cinco milhões de euros em volume de negócios.

Com 24 anos de existência, a EAD, digitalizou no ano passado mais de 19 milhões de documentos, uma subida de 12% face aos 17 milhões de documentos digitalizados em 2015.

Na sexta-feira passada, a EAD inaugurou um novo centro de operações no Montijo, num investimento avaliado em 1,5 milhões de euros.

Perceba a estratégia da EAD, na entrevista a Paulo Veiga.

 

Além da inauguração do centro do Montijo, que novos projetos e investimentos têm em perspetiva?

Os dois últimos anos tem sido intensos em termos de investimentos. Desde 2016 já investimentos cerca de três milhões de euros, o que é significativo para uma companhia da nossa dimensão, com uma faturação de cinco milhões. Em agosto do ano passado, abrimos um centro de operações/depósito a norte, para reforçar a capacidade instalada na região por 500 mil euros, em dezembro comprámos a tecnológica/BPO provider, Fin-Prisma, por um milhão de euros e, agora, o Montijo, cujo valor total investido é de 1,5 milhões de euros. Portanto, agora é altura de consolidar e crescer vendendo mais e melhor.

 

O que representa para a EAD este novo investimento?

Tratou-se de um investimento essencial. A verdade é que ciclicamente ficamos sem espaço para arquivar a documentação dos nossos clientes, logo temos de construir novas instalações e como estamos a crescer bem nesta área de negócio, era essencial. No passado mês de maio, batemos todos os recordes de incorporações, recebendo 20.000 caixas no Montijo. O mercado está outra vez dinâmico e os clientes procuram otimizar os espaços que ocupam nos grandes centros urbanos, passando estas atividades essenciais, mas sem valor acrescentado para eles, para a nossa gestão.

 

Porquê a escolha do Montijo para este novo centro de operações?

A verdade é que já estamos presentes no Montijo desde 2012, ano em que comprámos um lote de terreno com 21.000 metros quadrados, e já um armazém construído. Agora, nesse terreno construímos mais um armazém, aumentando assim a capacidade instalada para o dobro, isto é, cerca de 400.000 caixas de arquivo, mais ou menos 200 quilómetros de pastas.

Trata-se de um centro de operações exclusivamente dedicado à custódia e gestão dos arquivos intermédios das empresas, que a lei obriga a manter por 10 anos. Estamos a falar de documentos de suporte à contabilidade na sua grande maioria.

As vantagens são essencialmente duas: a primeira de ordem logística/operacional, pois estamos perto da A33 e com acesso mais rápido a Lisboa; em segundo lugar, o facto de o lote de terreno ser de grandes dimensões, permite gerir a edificação de novas instalações conforme o negócio da custódia vai crescendo a custos muito competitivos, pois uma parte do investimento já está feito.

 

Quais as vossas perspetivas de crescimento para este e próximo ano?

Atualmente a incerteza faz parte do dia-a-dia das atividades das empresas. No entanto, estes investimentos são essenciais para garantir o crescimento da EAD, pois estão diretamente afetos a uma das atividades principais da nossa companhia, a custódia e gestão dos chamados arquivos “mortos”.

No entanto, prevemos um crescimento na ordem dos 6% nas vendas para o próximo ano, isto claro está sem situações extraordinárias, como posam ser outras oportunidade de investimento que possam surgir.

 

Têm perspetivas para apostas em novas áreas de actividade?

Fomos a primeira companhia a fazer esta atividade em Portugal. Fomos, portanto, inovadores e temos sabido acrescentar valor aos nossos clientes com todo o leque de serviços que lhes prestamos, desde a custódia, até à digitalização, serviços de BPO [‘Business Process Outsourcing’] e destruição segura de documentos.

A aquisição da tecnológica Fin-Prisma, especializada em soluções de gestão documental e BPO para a Banca será um forte contributo do Grupo EAD em áreas de maior valor acrescentado para os clientes.

Por exemplo, temos varias soluções inovadoras com a utilização de ‘app’ para controlo das chamadas ‘personal expense’s (despesas pessoais) dos colaboradores, que podem com o seu telemóvel fotografar a fatura assim que a recebem, enviando a mesma para a conferência em ‘backoffice’.

 

Explique o plano de internacionalização da EAD.

Em Portugal, somos líderes de mercado, quem nos conhece refere isso mesmo, que somos grandes. Nós pensamos que não, pensamos que somos pequenos e queremos ser muito maiores, mais fortes e isso só se consegue lá fora. O mercado português é o que é, 1/5 da Península ibérica e provavelmente o 1/5 mais pobre. Ora, quando se tem a nossa experiência, bons quadros, jovens, motivados e capital, temos mesmo que passar a fronteira. É isso que fizemos há cerca de um ano, e atualmente estamos muito perto de tomar posição numa empresa polaca, mercado que elegemos para a nossa internacionalização.

 

 
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