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A revolução da Saúde 5.0: porque a eficiência depende de dados, processos e tecnologia

A revolução da Saúde 5.0: porque a eficiência depende de dados, processos e tecnologia

Com pressão crescente sobre custos e necessidade de dados fiáveis, Paulo Veiga explica porque a Saúde 5.0 depende de processos digitais e interoperabilidade.

A indústria da saúde vive um momento de transformação profunda. A pressão sobre custos, as exigências regulatórias, a necessidade de dados estruturados e a aceleração tecnológica colocam os hospitais perante o maior desafio das últimas décadas. Foi neste contexto que Paulo Veiga destacou a importância de repensar processos, integrar tecnologia e garantir eficiência operacional.

Um setor em mudança: menos recursos, mais exigências

Durante a intervenção, Paulo recordou que a redução de custos no Serviço Nacional de Saúde voltou a ser tema central da atualidade, com a Direção Executiva do SNS a anunciar recentemente que é necessário cortar mais de 10% na despesa hospitalar.

Numa altura em que se fala cada vez mais de inteligência artificial e de integração de dados, o CEO da EAD reforçou que nada disto é possível sem bases documentais sólidas e informação confiável.

“Temos que claramente utilizar a tecnologia, utilizá-la da melhor forma possível, procurando proteger-nos dos riscos e das ameaças e potenciando as oportunidades que ela nos proporciona, porque temos de fazer mais com menos.”

A Saúde 5.0, descreveu, exige uma visão integrada onde pessoas, processos e tecnologia trabalham em conjunto para aumentar eficiência e qualidade.

O peso da saúde no Grupo EAD

Paulo salientou que o setor da saúde representa uma parte significativa dos clientes da EAD.

“No Grupo EAD, a indústria da saúde representa uma grande parte dos nossos clientes. Desde hospitais, a clínicas, a farmacêuticas, trabalhamos e prestamos soluções de gestão documental a todos estes clientes.”

Por isso, explicou, não poderia ter sido outro o tema do sétimo encontro anual de transformação digital: a saúde é um terreno onde a modernização documental já está a gerar valor real.

Da desmaterialização à interoperabilidade: ter a informação certa no momento certo

A intervenção sublinhou ainda que a tecnologia só faz sentido quando está ao serviço da eficiência hospitalar e da tomada de decisão clínica. Nesse sentido, a EAD aposta em soluções que permitam:

  • digitalizar processos clínicos, administrativos ou de recursos humanos
  • criar interoperabilidade com os sistemas já existentes nos hospitais
  • disponibilizar informação de forma rápida e estruturada
  • integrar documentação em plataformas como S-Clinic, Alert ou Sonho

“Os nossos serviços de desmaterialização e digitalização podem ser integrados nos sistemas dos clientes através de APIs e interoperabilidade, permitindo ter a informação no momento certo, pela razão correta.”

Esta integração, referiu Paulo, é crítica para garantir eficiência, segurança e continuidade assistencial num setor onde o tempo é um fator determinante.

Saúde 5.0: pessoas, processos e tecnologia, ligados de forma inteligente

A intervenção concluiu reforçando que o novo paradigma Saúde 5.0 não se limita a tecnologia avançada. Trata-se de ligar pessoas e processos através de sistemas inteligentes e fiáveis.

“A Saúde 5.0 é o novo paradigma que diz claramente que é preciso tratar as pessoas e os processos e ligar tudo com tecnologia. É isto que nós fazemos.”

A visão é clara: modernizar o setor exigirá equipas capacitadas, processos bem definidos e tecnologia que permita ao SNS e às unidades privadas trabalhar com mais eficiência, segurança e rapidez.

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