O debate final do VII Encontro de Transformação Digital reuniu especialistas de três Unidades Locais de Saúde e do Grupo EAD para refletir sobre os desafios estruturais da modernização documental na saúde, a segurança da informação e a necessidade de processos mais ágeis e confiáveis.
A transformação digital na saúde não depende apenas de tecnologia. Exige mudanças profundas na forma como os hospitais tratam informação, asseguram segurança, organizam processos e gerem conhecimento. Esta foi a conclusão central do debate moderado por Daniel Alves, diretor da marca Papiro, que juntou profissionais de três Unidades Locais de Saúde – Fernanda Gonçalves (ULS São João), Isabel Santos (ULS Almada-Seixal) e Duarte Tavares (ULS Arco Ribeirinho) – e o Data Protection Officer do Grupo EAD, Guilherme Correia,num painel marcado pela análise crítica e pela visão de futuro.
A complexidade crescente da informação em saúde
O debate evidenciou um ponto consensual: as unidades de saúde lidam com um volume de informação cada vez maior, mais sensível e mais exigente. A necessidade de garantir acesso rápido e seguro, sem comprometer o rigor ou a confidencialidade, é hoje um desafio central.
O arquivo clínico e administrativo continua a ser uma área crítica. Os participantes reforçaram que a organização, digitalização e estruturação da informação são determinantes para que um hospital funcione com eficiência, e que a tecnologia só cria valor quando acompanha um processo bem definido.
Desmaterialização como mudança cultural, não apenas tecnológica
A digitalização de processos não é apenas uma substituição do papel por ficheiros digitais. É uma mudança estrutural na forma como equipas trabalham, procuram informação, respondem a pedidos e tomam decisões clínicas ou administrativas.
O debate mostrou que:
- a desmaterialização exige revisão de processos internos
- é necessário definir regras claras de acesso e responsabilidades
- a gestão de informação deve estar integrada na gestão global da instituição
- o ganho principal é a agilidade, mas também a qualidade da informação
A tecnologia permite consultas rápidas, pesquisa fiável e eliminação de tarefas manuais. Mas só funciona com mudança de hábitos, definição de regras internas e liderança clara.
Segurança e privacidade: o papel central do DPO
A intervenção de Guilherme Correia, Data Protection Officer da EAD, trouxe ao debate uma camada essencial: a necessidade de garantir conformidade e segurança num setor onde qualquer falha tem impacto direto em cidadãos e profissionais.
O DPO sublinhou a importância de:
- controlo rigoroso de acessos
- auditorias frequentes
- rastreabilidade de operações
- gestão adequada de informação sensível
- alinhamento com regulamentos de proteção de dados
A digitalização, por si só, não garante segurança. A proteção da informação depende de processos, políticas, formação e monitorização contínua — e esta é uma área onde as unidades de saúde enfrentam desafios crescentes.
Eficiência operacional: fazer mais com os mesmos recursos
Outro tema transversal do debate foi a pressão operacional constante que as equipas enfrentam. A digitalização bem implementada permite:
- reduzir tempos de resposta
- evitar deslocações internas e procura manual de processos
- diminuir erros e perdas de informação
- apoiar equipas sobrecarregadas
- melhorar a continuidade assistencial
A visão partilhada pelos participantes reforça que a transformação digital não é um luxo, mas uma necessidade operacional num setor com exigências crescentes e recursos limitados.
A importância de parceiros estáveis e processos escaláveis
O debate realçou também a necessidade de soluções sólidas e de parceiros capazes de garantir continuidade, segurança e adaptação ao longo do tempo.
A EAD foi reconhecida como um agente de modernização documental que:
- oferece soluções escaláveis
- assegura digitalização, custódia e gestão documental integrada
- garante segurança e controlo de acessos
- suporta auditorias e conformidade regulatória
- acompanha os hospitais em processos longos e estruturantes
Num setor onde grande parte da informação ainda não está desmaterializada, ter capacidade de evoluir com segurança e consistência é determinante.
O futuro da transformação digital na saúde
A discussão terminou com uma visão unânime: a modernização documental é um passo fundamental para a Saúde 5.0, onde o foco é:
- eficiência
- segurança
- integração
- e capacidade de resposta ao cidadão
Os hospitais precisam de informação organizada, acessível e confiável para tomar decisões clínicas, gerir equipas, responder a utentes e cumprir exigências legais. O futuro passa por processos mais simples, sistemas mais integrados e equipas mais preparadas para lidar com informação digital.
A EAD, enquanto parceira tecnológica e operacional, continua a acompanhar esta evolução, apoiando instituições de todas as dimensões a caminhar para modelos mais eficientes, sustentáveis e seguros.
Veja abaixo o vídeo completo do debate.


