Skip to content

“O Capital Humano das empresas”

Quem me conhece sabe que costumo dizer, apenas na contabilidade as pessoas estão do lado dos gastos, nas organizações que se querem modernas, inovadoras e sustentáveis, é comum a área dos RH ter o nome de Capital Humano. Penso que é uma expressão fantástica e demonstra uma visão correta da importância das pessoas nas empresas.

Acresce ainda que esta é uma área fortemente regulamentada, desde os direitos e deveres, passando pela segurança e saúde, sendo igualmente um dos principais focos de tensões, que são muitos mais do que por exemplo com clientes ou fornecedores. Portanto, não há hipótese: as administrações tem de dar toda a atenção aos seus recursos humanos.

Infelizmente a realidade neste seculo XXI é ainda bastante díspar, existem empresas que impõe aos seus colaboradores condições de trabalho, horários, remuneratórias ou segurança, de bradar aos céus, como se diz perante situações que são difíceis de acreditar.

Também é verdade que não existem empresas perfeitas, mesmo as “boas” empresas, aquelas que são atrativas para trabalhar, necessitam de produtividades elevadas e enfrentam um desafio permanente de estarem sempre em conformidade legal e laboral.

Finalmente existem as pessoas, com os seus medos, desejos, anseios e expectativas, todos diferentes, resultado, essencialmente, da geração a que pertencem.

É por isso que também digo que gerir pessoas é uma arte e exige uma especial habilidade, ainda que não existam receitas que garantam os melhores resultados em todo o tipo de empresas e lideres. No fundo trata-se de uma aprendizagem mútua.

Se me perguntassem qual a receita que poderia garantir melhores resultados, diria que será a que concilia o Capital Humano e os gestores da Empresa, juntos e alinhados como uma equipa vencedora. Eu passo a explicar, ao capital humano cabe o entendimento e alinhamento profundo da Gestão de Pessoas e acompanhar permanentemente e fornecer o feedback às Administrações. Igualmente fundamental é  o conhecimento das equipas e da Cultura organizacional, conhecer o ADN.

Ao CEO, cabe o papel de colocar em prática a sua forma de gerir pessoas, promovendo a cultura da sua empresa, para isso deve conhecer cada um dos elementos da sua equipa e saber gerir as ferramentas existentes em conformidade. Deverá estar presente, dar feedback, apoiar e fazer crescer os seus colaboradores, o seu capital Humano.

Paulo Veiga
(CEO da EAD)

Partilhar artigo

Outros artigos

Jornal Económico

O que esperar em 2026?

2026 será um ano de ajuste à realidade. Com o fim do PRR, a economia portuguesa deixa de ter rede e volta a enfrentar os seus problemas estruturais.
Smart Planet

EAD reduz 55% da fatura elétrica e cria comunidade solar com a SES Energia

Projeto em Vilar do Pinheiro já em funcionamento reduz em 55 % a fatura energética da EAD e evita 23 toneladas de CO₂ por ano. A EAD e a SES
Dinheiro Vivo

Hiperconectividade tem “impacto direto” na qualidade dos serviços prestados na saúde

Saúde 5.0 beneficia sobretudo os pacientes e Portugal está na linha da frente da digitalização, diz responsável da Papiro. A convergência das tecnologias fundamentais para a hiperconectividade – 5G, IoT,