Skip to content

Pontas de cigarros são matéria prima para tijolos sustentáveis

Uma grande quantidade de beatas de cigarros vai parar a aterros sanitários e incineradoras ou é, diariamente, abandonada em parques e jardins, praias e calçadas. Daí o ISQ ter procurado como aliados o Laboratório de Paisagem da Camara de Guimarães e ao Centro de Valorização de Resíduos para dar início ao E-tijolo, um projeto que visa incorporar pontas de cigarros em elementos construtivos, nomeadamente tijolos.

As  vantagens apontadas nesta aplicação são um  tijolo mais leve, com melhores propriedades de isolamento e uma redução em 60% no consumo de energia necessária para a sua produção.

Os Ecopontas, depósitos de resíduos especializados montados em Guimarães (na foto), são a fonte desta inovadora matéria prima através de processos de fabrico executados no Centro de Valorização de Resíduos. Segundo o ISQ em vários estudos científicos internacionais tem sido mencionado que a composição das beatas de cigarro apresenta vantagens na incorporação dos tijolos, nomeadamente a sua contribuição para a diminuição da argila – a matéria prima para a construção de tijolos – e a reutilização da ponta de cigarro enquanto resíduo.

As beatas permitem reduzir os recursos energéticos na produção dos tijolos, o que melhora a eficiência energética dos processos e o produto final fica mais leve  e possui melhores propriedades de isolamento, ou seja, reduz custos futuros com o aquecimento e a refrigeração dos ambientes. A Câmara de Guimarães irá, no final desta investigação, avaliar a possibilidade destas empresas aplicarem os tijolos fabricados pelo E-Tijolo em alguns dos edifícios que atualmente se encontram em restauração.

“O ISQ demonstrou uma vez mais a sua capacidade de entidade interface, ao estabelecer parcerias estratégicas entre os municípios e os centros de I&D, potenciando soluções de construção sustentável bem como um município mais verde” – afirma Muriel Iten, responsável da unidade I&Di – Baixo Carbono & Eficiência Energética do ISQ – “Desta forma, podemos também contribuir para as diversas fases do projeto, desde o protótipo e até à sua implementação num edifício caso estudo”, conclui.

(In Jornal Ambiente On Line)

Partilhar artigo

Outros artigos

Jornal Económico

O que esperar em 2026?

2026 será um ano de ajuste à realidade. Com o fim do PRR, a economia portuguesa deixa de ter rede e volta a enfrentar os seus problemas estruturais.
Smart Planet

EAD reduz 55% da fatura elétrica e cria comunidade solar com a SES Energia

Projeto em Vilar do Pinheiro já em funcionamento reduz em 55 % a fatura energética da EAD e evita 23 toneladas de CO₂ por ano. A EAD e a SES
Dinheiro Vivo

Hiperconectividade tem “impacto direto” na qualidade dos serviços prestados na saúde

Saúde 5.0 beneficia sobretudo os pacientes e Portugal está na linha da frente da digitalização, diz responsável da Papiro. A convergência das tecnologias fundamentais para a hiperconectividade – 5G, IoT,